
Campanha política também precisa respeitar a cidade
Com a aproximação das eleições, ruas e calçadas de diversas cidades voltam a receber materiais de propaganda eleitoral, como santinhos e panfletos. Quando esses materiais são espalhados de forma irregular, além de deixar a cidade suja, podem causar riscos aos pedestres e gerar custos adicionais para a limpeza urbana.
O chamado “derrame de santinhos” é proibido pela legislação eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo alerta que a prática, especialmente na véspera da votação, configura crime eleitoral e pode resultar em multa e outras penalidades.
O Ministério Público Eleitoral também reforçou, em outubro de 2026, que partidos e candidatos devem evitar o espalhamento de material impresso nas vias públicas e nas proximidades dos locais de votação. Além do impacto na limpeza urbana, os papéis espalhados podem provocar quedas e acidentes, especialmente envolvendo idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A responsabilidade pela limpeza das vias públicas envolve serviços como varrição, capina, limpeza de bueiros e remoção de resíduos dos logradouros.
Em uma eleição, o respeito à cidade também deveria fazer parte da campanha. Pedir votos não precisa significar transformar ruas e calçadas em depósitos de papel.