{"id":3834,"date":"2021-07-13T20:36:38","date_gmt":"2021-07-13T20:36:38","guid":{"rendered":"http:\/\/portalpraties.com.br\/site\/?p=3834"},"modified":"2021-07-13T20:36:38","modified_gmt":"2021-07-13T20:36:38","slug":"violencia-domestica-a-cada-2-minutos-uma-mulher-e-agredida-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalpraties.com.br\/site\/2021\/07\/13\/violencia-domestica-a-cada-2-minutos-uma-mulher-e-agredida-no-brasil\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia dom\u00e9stica: A cada 2 minutos, uma mulher \u00e9 agredida no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Fonte: correiobraziliense<\/p>\n\n\n\n<p>Em pleno Dia Nacional do Combate \u00e0 Viol\u00eancia Contra a Mulher, a situa\u00e7\u00e3o preocupa.\u00a0Alvo de discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero enraizada na sociedade, uma mulher \u00e9 agredida no Brasil a cada dois minutos. Em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus, de acordo com o Monitor da Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher no Per\u00edodo de Isolamento Social, do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP), j\u00e1 s\u00e3o quase 120 mil casos de les\u00e3o corporal decorrente de agress\u00e3o dom\u00e9stica em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>As den\u00fancias, por outro lado, despencaram. De acordo com levantamento feito pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), o per\u00edodo entre mar\u00e7o e maio deste ano teve uma queda de 27% nas den\u00fancias de viol\u00eancia dom\u00e9stica, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Enquanto isso, as taxas de feminic\u00eddio apresentaram um aumento de 2,2%, entre mar\u00e7o e maio. As medidas protetivas tamb\u00e9m subiram. Dados fornecidos pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (TJDFT), no per\u00edodo entre janeiro e julho deste ano, registram 14.356 medidas concedidas na capital. O n\u00famero \u00e9 superior \u00e0 soma de todo o ano de 2019, que teve 9.172 medidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mulher foi a mais afetada pelo isolamento social. Muitas mulheres passaram a conviver com o agressor, dentro de casa e sem grandes possibilidades de escape\u201d, explica a advogada criminalista Hanna Gomes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explica que \u00e9 dif\u00edcil evitar as agress\u00f5es quando o inimigo \u00e9 algu\u00e9m pr\u00f3ximo. \u201cMuitas vezes, essas agress\u00f5es v\u00eam de uma pessoa pela qual se nutre algum tipo de afeto\u201d, diz. Os principais agressores possuem algum v\u00ednculo com a v\u00edtima, sendo um ex-companheiro, companheiro ou pai.<\/p>\n\n\n\n<p>A recepcionista Marilene Medeiros, 44 anos, conta que viveu cinco anos em um relacionamento repleto de agress\u00f5es. \u201cNo come\u00e7o, era um mar de rosas. Com o passar do tempo, come\u00e7aram os abusos, primeiro, psicol\u00f3gicos, e depois, f\u00edsicos. Foram cinco anos de horror. Perdi o emprego, me afastei de amigos e familiares, al\u00e9m de ter destru\u00eddo minha autoestima. Sofri at\u00e9 tentativa de homic\u00eddio\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Marilene tentou romper o ciclo de horror, ela conta que recebeu cr\u00edticas e foi julgada. \u201cPor isso, ao ouvir certos relatos, me sinto ofendida. Principalmente ao ver algu\u00e9m julgando sem saber como \u00e9 estar na pele de uma v\u00edtima dessa viol\u00eancia\u201d, lamenta a v\u00edtima. Marilene tamb\u00e9m conta que denunciou o agressor v\u00e1rias vezes e nada foi feito.<\/p>\n\n\n\n<p>O psiquiatra Luan Diego explica que o estrago alcan\u00e7a diferentes n\u00edveis. \u201cNa mulher, afeta a autoestima, a percep\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, seu humor e motiva\u00e7\u00e3o. Ela passa a ver o mundo como algo hostil e perigoso. Al\u00e9m de se sentir reprimida em rela\u00e7\u00e3o ao apoio, com medo de ser julgada\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>DF<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A primeira forma de prote\u00e7\u00e3o da mulher v\u00edtima de viol\u00eancia no Brasil veio com atrav\u00e9s da Lei da Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar, ou Maria da Penha, como \u00e9 popularmente conhecida. Outro avan\u00e7o foram as delegacias especializadas no atendimento de mulheres, criadas para assegurar a prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas. O Distrito Federal conta com duas Delegacias Especializadas no Atendimento da Mulher (DEAM) e tr\u00eas Centros Especializados de Atendimento \u00e0 Mulher (CEAM).<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria de Estado da Mulher do DF, Ericka Filippelli, ressalta as medidas para amparar as v\u00edtimas de viol\u00eancia durante a pandemia. \u201cO atendimento \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia foi uma prioridade do Governo do Distrito Federal (GDF). Os atendimentos da Secretaria da Mulher n\u00e3o pararam\u201d, ressalta. Ericka refor\u00e7a, ainda, que a Casa Abrigo fica aberta 24 horas e que os CEAMs tamb\u00e9m permanecem funcionando em meio \u00e0 quarentena.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do DF, em conjunto com a Secretaria de Estado da Mulher, lan\u00e7ou a campanha \u201cMulher, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3!\u201d, com servi\u00e7os on-line e em teleatendimento. \u201cNosso temor era a subnotifica\u00e7\u00e3o\u201d, pontua a secret\u00e1ria. O Disque 180 pode ser usado para denunciar a viol\u00eancia contra a mulher e tamb\u00e9m para orientar as v\u00edtimas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: correiobraziliense Em pleno Dia Nacional do Combate \u00e0 Viol\u00eancia Contra a Mulher, a situa\u00e7\u00e3o preocupa.\u00a0Alvo de discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero enraizada na sociedade, uma mulher \u00e9 agredida no Brasil a cada dois minutos. 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