
Pedágios da BR-381 ficam mais caros em Minas Gerais; veja os novos valores
Reajuste autorizado pela ANTT passou a valer em 6 de agosto e atinge cinco praças no trecho entre Caeté e Governador Valadares
Motoristas que trafegam pela BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, já estão pagando mais caro pelo pedágio. O reajuste das tarifas da rodovia entrou em vigor à 0h do dia 6 de agosto de 2026, após autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A atualização vale para as cinco praças administradas pela concessionária Nova 381 no trecho concedido da rodovia. Segundo a ANTT, o reajuste considerou a variação de 4,37% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulada entre julho de 2025 e junho de 2026.
Apesar da inflação utilizada no cálculo, a aplicação dos mecanismos previstos no contrato de concessão fez com que a variação efetiva das tarifas ficasse próxima de 4,1%. A agência informou que o chamado Fator C teve efeito redutor sobre o valor final.
Novos valores
Para automóveis, caminhonetes e furgões, os valores passaram a ser:
- Caeté: R$ 16,20
- João Monlevade: R$ 13,40
- Jaguaraçu: R$ 15,70
- Belo Oriente: R$ 12,60
- Governador Valadares: R$ 13,20
Com os novos valores, o motorista que percorre todo o trecho concedido e passa pelas cinco praças paga R$ 71,10 em pedágios, considerando um veículo de passeio e a passagem por cada praça uma única vez.
Reajuste faz parte do contrato de concessão
De acordo com a ANTT, o processo reúne o reajuste anual da tarifa e a primeira revisão ordinária da concessão. O reajuste tem como objetivo atualizar os valores pela inflação, enquanto a revisão verifica as condições econômico-financeiras do contrato e aplica mecanismos de reequilíbrio quando necessário.
O trecho concedido à Nova 381 possui 303,4 quilômetros e integra a ligação entre a Região Metropolitana de Belo Horizonte e Governador Valadares. A concessão teve início em fevereiro de 2025 e tem prazo previsto de 30 anos.
O aumento representa mais uma despesa para quem utiliza a BR-381 com frequência, especialmente moradores de cidades do Médio Piracicaba e do Vale do Aço que dependem da rodovia para deslocamentos diários, transporte de cargas e viagens entre municípios.
A ANTT afirma que os mecanismos de revisão previstos no contrato buscam preservar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão e, ao mesmo tempo, controlar o impacto das alterações tarifárias para os usuários.